Os bens culturais são a base imaterial da nossa sociedade, cujos elementos representam os valores, os costumes e a evolução histórica da nação. Hoje em dia, as formas simbólicas da cultura tornaram-se produtos intercambiáveis com um valor estratégico do ponto de vista político e económico. Tendo em conta o crescente peso das relações e dos intercâmbios com a República Popular da China, este artigo tenta contribuir para o debate sobre o consumo e a circulação de bens culturais argentinos, a fim de fornecer novas perspetivas e visibilizar um campo de estudos parcialmente ignorado pelos académicos do nosso país. Partindo de uma análise bibliográfica que aborda conceptualizações da sociologia, da diplomacia pública e dos estudos de marca-país, este artigo avalia as bases para a troca cultural sino-latino-americana, a moderna sociedade de consumo na China e os processos de circulação exterior para a promoção dos bens culturais argentinos. Além disso, são colocadas algumas perspetivas para pensar um plano nacional de promoção, considerando as diferenças culturais entre ambas as sociedades, a identificação e a seleção estratégica de produtos simbólicos para a sua circulação e o apoio dos atores não-governamentais.